Por entre as páginas poesiando e a alma desatando...



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Numa noite sombria


Ali sentada, eu via a vida passar
Deixando às oscilações de pensamento
O ar gélido da noite inebriar
A voz se via a calar e a mente a viajar
Pelos espaços do sentimento
Daquele conciso momento.

Eu estava condescendente
A uma noite sombria
Embora com grande euforia
Por lembranças intermitentes
Também por horas a agonia
Mostrava-se, contingente.

Pareceu uma eternidade
Mas foi apenas um ensejo
Para encarar a realidade
E pôr em seus lugares prioridades e desejos
Por instantes de aflição e enlevo.


                        Izabel Peçanha Oliveira

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