Hoje é um dia confuso
Quando um sentimento tépido
Arrebata-me para nada fazer
Sinto-me aos poucos enlouquecer
Num desafio patético
De ser ou apenas padecer
Da solidão acompanhada
Que desta alma faz morada.
Numa noite sem sentido
Faço mesuras ao desconhecido
Num esforço extenuante
Que tem o tíbio como amante
Que vontade de gritar!
De fazer o que ninguém fez
De sair, ficar, ou sei lá
Por pelo menos uma vez.
Venha a mim a madruga
E tudo mais que dela vier
Vou ainda estar apaixonada
Pelo que minha alma quiser
Que tudo volte ao normal
Que este sentimento inefável
Substitua-se por outro informal
Com uma essência irrefutável.
Izabel Peçanha Oliveira
Izabel Peçanha Oliveira
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